Produtores de "Avatar" avaliam sequência e outros projetos em 3D
Por Tova Cohen TEL AVIV (Reuters) - O produtor Jon Landau disse no domingo que ele e o diretor James Cameron estão pensando em uma sequência para o sucesso de bilheteria "Avatar", assim como em diversos novos projetos. "Esta é a primeira semana que não pensamos em 'Avatar'", disse Landau, em uma entrevista patrocinada pela Matrix, uma companhia de tecnologia israelense, uma semana depois que o filme perdeu para "Guerra ao Terror" o Oscar de melhor filme e de melhor diretor.

"Estamos conversando sobre uma sequência de 'Avatar' e também sobre uma pequena história de amor chamada 'The Dive' um filme chamado 'Fantastic Voyage'."

Outro projeto da dupla é "Battle Angel Alita", baseado em um romance japonês, cuja ação se desenrola no futuro e é sobre a busca por uma cyborg feminina por autoconhecimento.

Landau disse que uma decisão sobre qual será o próximo projeto da dupla será tomada nos próximos seis meses.

"Sempre dissemos que se o filme (Avatar) fosse um sucesso, faríamos um 'Avatar 2', mas primeiro precisamos encontrar o enredo certo para isso. Jim Cameron já fez continuações antes... Ele só vai fazer uma se acreditar que ela será tão boa quanto a primeira", disse Landau.

Mas uma certeza dá para ter sobre o próximo filme da dupla -- ele será em 3D.

"Não acho que voltaremos a fazer um filme em 2D. Por que faríamos um filme em preto e branco, se temos cor?" disse Landau. "Acho que, eventualmente, todos os filmes serão produzidos em 3D."

"Alice" enterra filme de Matt Damon nas bilheterias dos EUA
LOS ANGELES (Reuters) - "Alice no País das Maravilhas" liderou as bilheterias norte-americanas pelo segundo fim de semana, e o filme "Zona Verde", de Matt Damon, sobre a guerra do Iraque, estreou de maneira decepcionante, mostraram estimativas no domingo. O remake em 3D de "Alice" do diretor Tim Burton faturou 62 milhões de dólares entre sexta-feira e domingo, elevando o total de 10 dias para 208,6 milhões de dólares, disse a distribuidora Walt Disney Co. "Zona Verde" estreou em segundo lugar com distantes 14,5 milhões de dólares. A distribuidora Universal Pictures, que demitiu seus principais executivos devido aos maus resultados nas bilheterias, esperava algo melhor.

"É uma certa decepção", disse Nikki Rocco, presidente de distribuição.

Damon interpreta um soldado norte-americano que questiona a suposta existência de armas de destruição em massa logo após a invasão do Iraque liderada pelos EUA. O filme foi dirigido pelo britânico Paul Greengrass, que colaborou com Damon na trilogia "Bourne".

Guns deve reunir 38 mil no Parque Antártica
Cerca de 38 mil pessoas são aguardadas no Parque Antártica para o show da banda norte-americana Guns N' Roses, o primeiro em 9 anos no País. O público oficial só será divulgado no momento em que o grupo entrar no palco, o que está previsto para as 23 horas - com sorte, porque em Brasília o cantor do grupo, Axl Rose, demorou três horas para começar o show. Mas, pelo movimento nas imediações do Estádio, o local deve lotar rapidamente. Neste momento, a banda Rock Rockets toca no palco do Parque Antártica. O movimento de cambistas é agressivo do lado de fora do Estádio, e a plateia se caracteriza por fãs de longa data do grupo - meninas de bandana no cabelo, grupos "uniformizados" com camisetas oficiais, sósias de Axl Rose no tempo em que ele lançou um dos discos mais famosos do rock'n'roll contemporâneo, Appetite for Destruction (1987).

A última vez que o Guns N' Roses tocou no Brasil foi durante o Rock in Rio por Um Mundo Melhor, no Rio de Janeiro, em 2001. O excêntrico vocalista Axl Rose mergulhou então em novo longo retiro em sua casa em Los Angeles, emergindo no ano passado para lançar o álbum Chinese Democracy, que teve péssima recepção da crítica.
Apesar disso, seus fãs seguem firme na idolatria e têm lotado arenas por todos os lugares onde a banda passa.

Festival de cinema de Punta del Este começa com presença brasileira
Montevidéu, 13 mar (EFE).- Começou hoje no Uruguai o 8º Festival de Cinema de Punta del Este, que terá José Wilker e Alice Braga como convidados especiais e uma homenagem a Glória Menezes.A programação do festival, que vai até 20 de março, inclui mais de 70 filmes divididos em dez seções. Na seção oficial, "Cabeça a Prêmio", de Marco Ricca, concorre com longas de Espanha, Chile, Argentina e México.

O primeiro dia do festival teve uma homenagem ao diretor americano James Ivory, de filmes como "Um Triângulo Diferente" (1984) e "Os Amores de Picasso" (1996), por suas cinco décadas de carreira. EFE jf/rr

Morre Jean Ferrat, o último dos grandes nomes da 'chanson' francesa
O cantor Jean Ferrat, um artista comprometido com os ideais comunistas e considerado o último dos grandes nomes da 'chanson' francesa, ao lado de Jacques Brel, Leo Ferré e Georges Brassens, morreu neste sábado, informaram autoridades locais em Ardèche (sul da França), onde ele vivia. Prolífico e discreto, Jean Ferrat, de 79 anos, compôs e interpretou 200 canções, nas quais misturava textos engajados, homenagens ao poeta e romancista Louis Aragon e declarações de amor a Ardèche, sua terra adotiva, onde vivia há muitos anos.

Nascido em 26 de dezembro de 1930, em Vaucresson (subúrbio de Paris), e registrado com o nome de Jean Tenenbaum, aos 11 anos ele perdeu o pai, imigrante russo, que foi deportado para Auschwitz. Ferrat se salvou graças a militantes comunistas, algo que ele nunca esqueceu.

Depois da Segunda Guerra mundial, abandonou os estudos para ajudar a família e conseguiu trabalho como assistente em um laboratório de química até 1954, quando começou a cantar em cabarés parisienses.

Rapidamente, Jean Ferrat decidiu interpretar letras engajadas, como "Nuit et Brouillard" (Noite e neblina, 1963), que fala dos horrores da deportação durante a guerra - e não executada pelas emissoras -, e "Potemkin" (1965), em homenagem aos marinheiros do encouraçado do Mar Negro, cujo motim foi o prelúdio da Revolução russa de 1905, também proibida.

Simpatizante do Partido Comunista sem nunca ter sido membro, Ferrat tomou certa distância do regime soviético.

Assim, em sua canção "Camarada" denunciou a invasão russa a Praga em 1968, e em "Bilan" (Balanço), criticou o "balanço globalmente positivo" feito pelo PC francês sobre os países do leste.

"Era um homem como qualquer outro. Ele queria viver a mesma vida da gente do povo e não uma vida de estrela. No entanto, se o povoado de Antraigues é conhecido, isto devemos a ele", declarou o prefeito, Michel Desanti, vizinho e amigo do cantor "há 18 anos".

"Para nós, ele era o último dos grandes (nomes) da canção francesa, com Brel, Ferré e Brassens, mas era, antes de tudo, um homem como outro qualquer", reformou.

O artista chegou a Antraigues em 1964, instalando-se definitivamente em 1973 neste povoado de 600 habitantes. Era casado com a cantora Christine Sèvre, falecida em 1981.

Otto é um retrato da MPB do seu tempo
Neste tempo em que vivemos, pós-desmonte das gravadoras, uma das virtudes cruciais de um artista da música é a independência. A capacidade de zanzar livremente pelo mundo e ser dono do próprio nariz abre possibilidades que um contrato de 1 milhão de reais não conseguiria abrir. Bem neste momento, algo fora de timing, o pernambucano Otto andou ensaiando um discurso ressentido contra gravadoras, empresários, meios de comunicação.

A estreia de seu show "Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos", sexta-feira, no Auditório Ibirapuera de São Paulo, deu a entender que os ressentimentos não têm lá muita razão de ser. Maduro, bonito e seguro, Otto tinha diante de si uma plateia cheia e previamente conquistada, que na terceira música estava plenamente enfeitiçada e se erguia para não mais voltar às poltronas até o final do show.

Coroam-se, aí, a libertação dos laços de dependência com a gravadora que o alçou ao prestígio (a Trama) e a boa recepção crítica ao quarto (e independente) disco. Otto é um artista ancorado no jornalismo escrito e no público sensível a esse arco de influência, e às vezes fica difícil entender do que é que ele anda se queixando. Talvez se queixe de si mesmo, no espelho.

Augusto Gomes
Otto e banda no show "Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos"

É sabido que Otto não é um cara sereno, manso ou tranquilo (essa é outra de suas virtudes), mas sua obra é tudo isso (mais uma qualidade), e assim foi também o show.  A música de Otto fala abundante e amorosamente sobre o mar, quase o tempo todo. “É tão bom estar no mar”, canta logo no início em "Dias de Janeiro", do disco "Condom Black" (2001). Na noite de um dia quente de março, Otto é um mar calmo e morno para o público de seu show.

Modernizador do Candomblé

Otto não é um roqueiro, e esse é outro de seus trunfos no xadrez da combalida MPB. Sua boa banda ergue uma mansidão sonora não-roqueira que vem de Cuba e do Caribe, de Belém e de Recife. Otto é centro-sul-americano, preto loiro, às vezes quase jazzista latino, blueseiro do Tietê, soulman do Leme de Copacabana. E faz trejeitos de Carmen Miranda – disseram que voltou (latino) americanizado –, e isso quer dizer que Otto sofre. Sofre muito, e em público, e por isso convence uma pequena multidão enquanto se queixa. É um pacto.

O melhor de Otto é que ele é um modernizador do candomblé, principalmente em termos musicais. Só de candomblé ele fala mais que de mar – sob as bênçãos de Iemanjá, Janaína, Xangô. Em "O Celular de Naná" (1998), inseriu "Emoriô" (1975), de Gilberto Gil e João Donato, santería cubana apimentada pelo acreano Donato. No final do show, misturou festas de umbanda de Martinho da Vila com o carimbó-candomblé do índio paraense Pinduca.

Embora seu primeiro disco se chamasse "Samba pra Burro" (1998) e fosse festejado nas páginas de jornal como renovação do samba, Otto não é do samba. Seu Brasil é Norte-Nordeste-floresta-Caribe, muito mais que Rio-Bahia. E, que eu me lembre, o holandês-africano Otto é o único cara que enfiou as (lindas) palavras “estalactite” e “estalagmite” na letra de uma música.

O menos legal em Otto é que ele ocupa muito tempo estilizando o candomblé, o samba e a MPB, polindo a música para agradar a si mesmo, no espelho. “Eu tenho um problema, é a dúvida”, disse ele a certa altura. Mas Otto é menos (auto-)condescendente, e mais luminoso, quando sai de si e entra em si mesmo e canta o pop Ronnie Von de "Pra Ser Só Minha Mulher" (lançada em 1977 por Roberto Carlos), os chiquérrimos Elizeth Cardoso (1972) e Nelson Gonçalves (1974) de "Naquela Mesa", os bregas (no bom, ótimo, excelente sentido) Otto, Julieta Venegas e Fernando Catatau de Saudade. “Como um bom barco no mar/ eu vou, eu vou”, canta essa incrível "Saudade". Eis o mar, calmo, maduro, bonito e inseguro.

Otto é um retrato da música brasileira de seu tempo, no positivo e no negativo. Como um Orlando Silva de um século em que o rádio não tem mais tanta importância, canta para as “multidinhas”, não para as multidões. Bambeia entre a dependência e a independência, entre o sucesso e a vontade de não tê-lo, entre o insucesso e o sucesso de “fracassar” naqueles moldes desmoronados. Não parece ter ainda acordado de seus sonhos intranquilos, e mais por isso ainda ele é a macumba, o brega, a folha de jornal e o mar.


Morre na França cantor Jean Ferrat
Paris, 13 mar (EFE).- O cantor Jean Ferrat, um dos símbolos da música de protesto na França, morreu hoje aos 79 anos no departamento de Ardèches, no sul do país, vítima de uma longa doença.Autor de mais de 200 canções, Ferrat era um dos grandes nomes da esquerda do país, especialmente do Partido Comunista Francês (PCF), mesmo antes de ganhar fama, em 1964, com o disco "La Montagne".

Entre seus trabalhos mais importantes estão também "Nuit et Brouillard", mesmo título em francês do filme "Noite e Neblina" (1955), e "Aimer à Perdre la Raison".

Batizado pelo público como "o cantor do PCF", Ferrat sempre lembrava que não tinha a carteira do partido e que era apenas um simpatizante. EFE pi/rr

"Alemanha, 1945" propõe uma viagem ao país dos derrotados
Em sua maioria, os livros publicados nos últimos anos sobre a Segunda Guerra Mundial retratam um ambiente de vitória, detalhando a campanha dos Aliados e a queda do regime nazista na Alemanha.

O esforço de autores em expor a crueldade dos campos de concentração, o sofrimento dos soldados nos fronts e as biografias dos principais agentes do conflito deixa de lado a história dos comuns, os cidadãos alemães que, apoiando ou não a política de Adolf Hitler, sofreram um revés e, ao término da guerra, tiveram de se adaptar à vida em uma nação odiada, derrotada e fragmentada.

Reprodução

Refugiados alemães levam seus pertences pelas ruas de Berlim, em agosto de 1945

Em "Alemanha, 1945", o historiador inglês Richard Bessel situa o leitor no término da Segunda Guerra, mais precisamente no ano em que os alemães assistiram à derrota total do Terceiro Reich, transformando-se de "protagonistas ativos em observadores passivos de seu próprio destino."

No início do ano em que a ação acontece, a Alemanha contabilizava mais de 1 milhão de mortos, seu sistema de transporte estava quase que totalmente paralisado, o fornecimento de eletricidade e gás fora cortado, as linhas de comunicação e esgoto  sofreram severos danos e, com os alimentos escassos, doenças e desnutrição assolavam o país.

Divulgação

Capa do livro "Alemanha, 1945"

Com seu exército reduzido a cinzas, restou ao civil alemão a ingrata tarefa de deslocar-se pelo interior, tentando escapar das tropas que invadiam a nação por todos os lados.

"Alemanha, 1945" é uma leitura desafiadora pela proposta de desviar o olhar tradicional da Segunda Guerra, deslocando o foco da "entrada triunfal" dos soldados aliados para os desafios e sofrimentos do alemão comum - sem isentá-lo de sua parcela de culpa no conflito que mudou o mundo nas primeiras décadas do século passado.

Apesar de tratar de um assunto delicado, Bessel não abusa da linguagem acadêmica e pontua suas descrições e análises com trechos de cartas e depoimentos, que muitas vezes valem mais que todos os parágrafos que os introduzem.

O sexto capítulo da obra, "Vingança", é o que traz as citações mais contundentes, como a do oficial soviético na véspera da ofensiva de janeiro ("Não haverá piedade com ninguém, assim como não houve piedade conosco") e a do soldado norte-americano, em carta enviada aos pais ("Mandei pelo correio para a senhora e papai um relógio. [...] O que peguei para mim era de um capitão alemão, ele não gostou [...] e me obrigou a atirar nele, e eu gostei de atirar nele").

São esses os trechos que fazem a leitura fluir em "Alemanha, 1945", tirando de suas 488 páginas o peso de um emaranhado de análises históricas e transformado-as em uma sequência de eventos incomuns, cuja brutalidade é sentida a cada relato.

Trecho de um diálogo entre soldados soviéticos de "Alemanha, 1945":

        Chegamos às primeiras aldeias da Prússia Oriental, Gross-Koslau e Klein-Koslau, que ardiam em chamas. O motorista tinha de se manter no meio da estrada. Dos dois lados as casas pegavam fogo debaixo dos telhados. A alta árvore na frente da igreja em chamas queimava lentamente, soltando fumaça. Ninguém à vista [...]
        Na praça da aldeia, uma carroça puxada por cavalo estava estacionada, e havia dois soldados perto. Paramos:
        "A luta aqui foi dura?"
        "Luta? Eles fugiram antes de chegarmos. Não ficou um único civil."
        "Puseram minas e foram embora?"
        "Quem? Os alemães? Não, não havia minas, os incêncios foram ateados por gente nossa."
        "Por quê?"
        "Quem sabe por quê? Eles simplesmente tocaram fogo, para se divertir."
        Um soldado barbado, ríspido, resmungou com raiva: "É isso: aqui é a Alemanha, portanto, é quebrar tudo, queimar tudo, vingar-se!"

"Alemanha, 1945"
Richard Bessel
Companhia Das Letras
488 páginas


Matt Damon estreia novo filme ao lado do diretor da saga "Bourne"
Nova York, 12 mar (EFE).- O ator americano Matt Damon disse que adora trabalhar ao lado do cineasta Paul Greengrass, diretor de parte da saga "Bourne", e com quem volta ao cinema na estreia "Zona Verde". "Adoro trabalhar com Paul e participar dos grandes filmes que ele faz, principalmente dos thrillers de ação", explicou. O diretor britânico é responsável, entre outros títulos, por "Domingo Sangrento" (2002) e "Voo 93" (2006).

Greengrass dirigiu Damon em "A Supremacia Bourne" (2004) e "O Ultimato Bourne" (2007), filmes que, junto com "Identidade Bourne" (2002), uniram o conhecido ator para sempre ao personagem de Jason Bourne.

Agora, em "Zona Verde", Damon é o subtenente americano Roy Miller, que procura armas de destruição em massa nos primeiros dias da invasão do Iraque em 2003. No entanto, uma série de fatos o impede de fazer seu trabalho e Miller começa a suspeitar que há um plano para boicotar sua missão.

O ator explicou que Greengrass contratou pessoas que tinham estado no Iraque e no Afeganistão.

"Foi realmente emocionante ter 30 meninos para quem não era preciso explicar o que fazer, porque o que eles fazem normalmente em seu trabalho é o que fizeram em frente às câmeras", explicou.

"O filme ganhou em autenticidade", ressaltou Damon, que foi indicado ao Oscar de melhor ator por seu papel no filme "Invictus" (2009), de Clint Eastwood. EFE dvg/pb/bba

Cantor espanhol Serrat se recupera bem após cirurgia de pulmão
MADRI (Reuters) - O cantor catalão Joan Manuel Serrat se recupera bem de uma cirurgia em um pulmão para retirar um pequeno nódulo e deve ter alta em seis dias, informou nesta sexta-feira o hospital onde está internado. "O senhor Joan Manuel Serrat, operado ontem (quinta-feira), no Hospital Quirón Barcelona, evolui favoravelmente da intervenção cirúrgica praticada e seu pós-operatório está sendo conforme previsto", disse o hospital em comunicado. "Ele deve receber alta hospitar em um período de seis dias", acrescentou.

A operação não tem nada a ver com um câncer na bexiga que o forçou a suspender sua atividade em outubro de 2004. Ele voltou aos palcos em meados de 2005 com a turnê "Serrat 100x100".

Serrat, que gravou seu primeiro álbum em 1965, foi um dos pioneiros do que se chamou de "Nova Canção" catalã e é uma das figuras mais destacadas da música espanhola das últimas décadas.

(Reportagem de Emma Pinedo)

Rio terá multiexposição inspirada em Clarice Lispector
Os 430 metros quadrados de uma casa branca, com 17 cômodos construídos na primeira metade do século 20, na rua Maria Angélica, no Rio, vão ser tomados por artistas plásticos, DJs, performers e videomakers. Raul Mourão, Joana e Julia Cseko, Alê Souto, Gilvan Nunes, Suzana Queiroga e Marcos Chaves, entre outros, mostram sua visão sobre o tema "Liberdade é pouco - o que eu desejo ainda não tem nome" em apenas três dias, a partir deste final de semana.A frase que intitula a exposição foi retirada de "Perto do Coração Selvagem", de Clarice Lispector. Pelo menos inicialmente seria uma resposta a uma frase ouvida pelo curador Bernardo Mosqueira de um bambambam das artes plásticas que dizia "não admitir excessos de liberdade". "Depois virou mais uma vontade de acender a lanterna, para que os artistas não esqueçam o que as gerações antes deles passaram e batalharam". Perguntado se existe liberdade irrestrita, Bernardo admite que "quando se fala em liberdade, a gente acaba falando de limites e possibilidades de escolha".

Bernardo apenas tem 21 anos e esta é sua primeira grande curadoria. "Desde moleque eu gostava de ler, escrever e desenhar, mas todos os homens da minha família são engenheiros, então nunca pensei em fazer outra coisa a não ser engenharia. Mas comecei a estagiar e vi que eu ia surtar se ficasse nessa área, então decidi fazer jornalismo, para escrever. Depois disso, trabalhei uns dois anos no MAM".

Provavelmente até por uma questão de geração, o jovem curador entrou em contato com 90% dos artistas que estão na exposição pelo site de relacionamentos Facebook. Em uma semana estava mais ou menos tudo decidido, ele conta. No início, ele imaginava que a mostra teria a participação de 15 artistas, mas quase todos os convidados foram aceitando e o desafio cresceu. "Montamos a exposição com 45 artistas, em 45 dias e com 45 reais", ele brinca.

A exposição é relâmpago. Abre no sábado com uma festa para cerca de 600 convidados e duração de 12 horas, começando às 17 horas. O público tem a chance de visitar o lugar de domingo a terça, das 12 às 20 horas. "Mais cedo vão os avós, mais tarde, os artistas. Também teremos algumas performances", diz Bernado.

A própria pista de dança é obra de arte. Trata-se de "The Place", de Franz Manata e Saulo Laudares, um ambiente sonoro com parede fluorescente e DJs se revezando no som. Depois, a ocupação vira documentário. "Tudo está sendo gravado, desde as conversas com os artistas até a montagem, a festa e a visitação. Será uma documentação mais sensorial, visual, auditiva", explica o curador.

"Liberdade é pouco - o que desejo ainda não tem nome"
Festa de abertura (somente para convidados): 13 de março, das 17 horas de sábado às 5 horas de domingo. De 14 a 16 de março (aberta ao público), das 12 às 20 horas. Entrada franca. Endereço: Rua Maria Angélica, 678, Jardim Botânico, Rio de Janeiro (RJ).

Victor e Leo desbancam Roberto Carlos em arrecadação de direitos autorais
São Paulo, 12 mar (EFE).- A dupla sertaneja Victor e Leo foi a que mais lucrou com direitos autorais em 2009, passando artistas como Roberto Carlos e Madonna, informou hoje o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). O Ecad não revelou quanto cada artista ganhou, mas publicou um ranking com as distribuições do ano passado por direitos autorais em venda de discos, reprodução em meios de comunicação e interpretações em shows.

No total, a entidade repartiu R$ 318 milhões, 17,6% a mais do que em 2008, entre 80 mil compositores.

A lista foi liderada por Victor Chaves, da dupla Victor e Leo, compositor da maior parte dos sucessos interpretados pelos irmãos.

Eles levaram mais de três milhões de espectadores a seus shows em 2009 e fizeram uma incursão no mercado hispânico, ficando entre os primeiros lugares nas rádios do México, Colômbia e Estados Unidos.

Atrás de Victor apareceram nomes consagrados como Roberto Carlos e Caetano Veloso.

Na quinta posição está Erasmo Carlos, parceiro de Roberto Carlos na maioria de suas canções, enquanto Vinícius de Moraes (1913-1980) ocupa o 19º lugar mesmo quase 30 anos depois de sua morte.

Entre os 20 primeiros colocados aparecem músicos de renome como Chico Buarque (20º), Gilberto Gil (14º), Carlinhos Brown (11º), Jorge Ben Jor (10º) e Herbert Vianna (9º).

O segmento de dividendos repartidos com os compositores por canções interpretadas em shows pelo país também é liderado por Victor. Madonna ficou em segundo lugar e Elton John, em terceiro.

EFE wgm/pb/bba

Móveis feitos para Michael Jackson vão a leilão
LOS ANGELES (Reuters) - Cerca de 22 móveis feitos especialmente para Michael Jackson, como uma poltrona de couro adornada com cristais e folhas de ouro, serão leiloados em junho, disseram organizadores do evento nesta sexta-feira. A casa Julien's Auctions disse que os móveis foram encomendados pelo cantor, morto em junho, para uma casa perto de Londres, que ele planejava alugar durante a temporada de shows que faria na cidade no ano passado. A coleção, preparada pela fábrica italiana de mobiliário de luxo Colombostile, inclui um par de poltronas de veludo vermelho com bordados de águias, uma poltrona com estampa de leopardo e enfeitada com penas de avestruz, e um sofá de veludo vermelho com dourado.

O preço estimado é de 16,5 mil a 150 mil dólares por item.

Jackson morreu aos 50 anos, vítima de overdose de um forte anestésico dado ao cantor para ajudá-lo a dormir durante os ensaios para a temporada britânica de shows.

O leilão ocorrerá em 25 de junho, aniversário da morte do cantor, em Las Vegas. Antes, haverá exposições na Irlanda e Las Vegas, recriando a casa londrina que Jackson não chegou a ter, segundo a Julien's.

O leilão também inclui dezenas de outros itens da vida e obra de Jackson, como uma jaqueta assinada que ele vestiu no clipe de "Beat It", um par das suas famosas luvas brancas, e pinturas que estavam no rancho Neverland, sua casa na Califórnia.

(Reportagem de Jill Serjeant)

"Jamais imaginei que beijaria Jude Law" em cena, diz Alice Braga
Nova York, 12 mar (EFE).- A atriz Alice Braga, sobrinha de Sônia Braga e uma das protagonistas do filme de ficção científica "Repo Men", disse que nunca imaginou que faria uma cena de beijo com o ator Jude Law, que também está no longa-metragem. "Jamais imaginei que beijaria Jude Law, nem em meus melhores sonhos", afirmou a atriz. No thriller, ela interpreta a personagem Beth, uma cantora de um clube noturno que tenta fugir de um destino macabro em companhia de Remy, um personagem obscuro e sedutor interpretado pelo ator britânico.

Alice, que assistiu à apresentação de "Repo Men" nesta semana em Nova York, classifica sua experiência no filme como "incrível". A película é dirigida pelo britânico Miguel Sapochnik e também conta com Forrest Whitaker no elenco.

A atriz destacou o profissionalismo do protagonista de "O Talentoso Ripley" (1999) e "Closer - Perto Demais" (2004). Law "é uma pessoa muito focada no que faz, apaixonada por sua profissão e seus filmes", lembrou Braga.

Ela disse que ficou muito à vontade trabalhando com seu colega de cena. "Adorei trocar idéias, trabalhar com ele", ressaltou.

A atriz de 26 anos, natural de São Paulo, ficou conhecida no cinema brasileiro no papel de Angélica em "Cidade de Deus" (2002), de Fernando Meirelles. Para ela, a tia Sonia Braga, "uma mulher muito forte e uma grande atriz", é uma grande inspiração em sua carreira e desempenhou um papel importante em seu amor pela interpretação e em sua tentativa de conquistar Hollywood.

"A porta se abriu nos Estados Unidos e fiquei com muita vontade de entrar, porque era uma possibilidade de seguir trabalhando, de fazer mais filmes", explicou a atriz que, além do português, também domina os idiomas inglês e espanhol.

Alice Braga participou de filmes como "Eu sou a Lenda" (2007), junto com Will Smith, "Território Restrito" (2009), com Harrison Ford, e "Cegueira" (2008), filme em que se uniu novamente a Meirelles e no qual teve a oportunidade de trabalhar com atores como Julianne Moore, Mark Ruffalo e Gael García Bernal.

Sobre "Repo Men", afirmou ter lido e adorado o roteiro.

"É uma história diferente de tudo o que estava lendo naquele momento. A personagem é muito diferente, muito forte. Adorei e me diverti muito filmando", explicou a atriz, cujo papel é "quase o de uma mulher biônica", disse.

Ela afirmou que pretende aproveitar seu bom momento em Hollywood, mas deixou claro que não pretende desperdiçar as oportunidades de rodar "filmes incríveis" no Brasil, na Espanha, na Argentina e no México.

"Trabalho muito no Brasil também. Finalizei o filme "Cabeça a Prêmio", dirigido por Marco Ricca, e agora tenho dois projetos em andamento", acrescentou. EFE.

dvg/pb-id

Sam Worthington deve interpretar herói de HQ britânica
Sam Worthington deve interpretar herói de HQ britânica Por Ricardo Bairos Nova York (AE) - (12.mar) Sam Worthington está em negociações para trabalhar em "Dan Dare: Pilot of the Future", uma adaptação da história em quadrinhos sobre o personagem que é considerado o Buck Rogers britânico.O herói apareceu pela primeira vez em tiras da revistas "Eagle", nos anos 50.

As histórias eram passadas no final dos anos 90, mas os diálogos e os maneirismos dos personagens tinham mais a ver com os filmes de guerra britânicos da década de 50. O personagem foi criado pelo ilustrador Frank Hampson. O roteirista e o diretor do projeto ainda não foram escolhidos. (Planet Pop)

STEVEN SPIELBERG DEVE RODAR FILME SOBRE REVOLTA DE ROBÔS
(12.mar) Uma revolta de robôs é um dos principais candidatos a ser o próximo filme de Steven Spielberg. O diretor teria mostrado interesse em "Robopocalypse", um livro de Daniel H. Wilson sobre o futuro da raça humana depois de uma revolução das máquinas. O roteiro está sendo escrito por Drew Goddard, de "Cloverfield". (Planet Pop)

BROADWAY TERÁ MUSICAL SOBRE RAY CHARLES
(12.mar) Um musical sobre a vida de Ray Charles será montado na Broadway a partir de 8 de outubro. Começam nesta data os ensaios abertos de "Unchain My Heart". O produtor Stuart Benjamin revelou que o espetáculo terá livro de Suzan-Lori Parks e direção de Sheldon Epps.

O elenco ainda não foi anunciado. Benjamin trabalhou com o cantor por 15 anos e produziu o filme "Ray", no qual Jamie Foxx fez o papel do artista. Uma versão inicial do espetáculo, "Ray Charles Live", foi produzida no teatro Pasadena Playhouse, na Califórnia, em 2007. (Planet Pop)

James Cameron confirma relançamento de "Titanic" em 3-D
James Cameron confirma relançamento de "Titanic" em 3-D Por Ricardo Bairos Nova York (AE) - (12.mar) James Cameron confirmou o relançamento de "Titanic" em 3-D.O diretor de "Avatar" e do hit de 1997 disse que o filme deve voltar às telas em 2012, como parte da celebração dos 100 anos da tragédia com o transatlântico.

A informação foi dada em uma entrevista para o jornal "USA Today". Ele também prometeu uma volta de "Avatar" às telas no segundo semestre, apenas em 3-D, com cenas extras.

O diretor acredita que "Avatar" deixou de faturar "uns US$ 200 milhões" por causa da estreia de "Alice no País das Maravilhas", que já estava marcada. Ele acha que o público ainda pode ter interesse em ver - ou rever - "Avatar" depois do verão norte-americano. O filme já faturou US$ 2,6 bilhões em todo o mundo. (Planet Pop)

HUGO WEAVING DEVE SER VILÃO EM "CAPITÃO AMÉRICA"
(12.mar) Hugo Weaving, das trilogias "Matrix" e "O Senhor dos Anéis", deve ser o vilão de "Capitão América". Ele está em negociações para fazer o papel de Red Skull em "The First Avenger: Captain America", o novo projeto dos Marvel Studios.

O projeto é do diretor Joe Johnston, com quem ele trabalhou em "O Lobisomem". O diretor e o estúdio estão atualmente à procura do ator que fará o papel de Steve Rogers/Capitão América. O filme deve começar a ser rodado em breve. A estreia está prevista para 22 de julho de 2011. (Planet Pop)

ROBERT PATTINSON PRETENDE GRAVAR DISCO
(12.mar) De vampiro a cantor. Robert Pattinson pretende gravar um disco ainda este ano. O ator da franquia "Crepúsculo" está atualmente compondo as canções que pretende gravar ainda este ano e lançar em um disco em 2011.

Ele é um cantor amador, que gravou duas faixas para a trilha sonora de "Crepúsculo". Em entrevista para o jornal "The Sun", o ator disse que está muito ocupado e tem "inveja" dos amigos "que estão todos gravando discos". Várias gravadoras estariam atrás de Pattinson para lançar seu disco de estreia. (Planet Pop)

"TEMPO DE MATAR" SERÁ MONTADO NA BROADWAY
(12.mar) Um dos maiores best-sellers de John Grisham será adaptado para a Broadway. "Tempo de Matar", que foi levado para as telas por Joel Schumacher em 1996, terá sua estreia em 6 de maio de 2011, na Arena Stage, em Washington D.C.

Logo depois, o espetáculo irá para os palcos nova-iorquinos. Rupert Holmes dirigirá a peça, a primeira a ser baseada em um livro do autor. "Tempo de Matar" foi lançado originalmente em 1989. (Planet Pop)

Série 'Vida' estreia com novo olhar sobre mundo animal
Cenas que mostram a luta pela sobrevivência dos mais variados animais fazem parte da série "Vida" (Life), que tem pré-estreia domingo, às 21h. A estreia acontece dia 18 no Discovery Channel e no Discovery HD Theater (canal em alta definição).Milionária produção em parceria com a BBC,o documentário é uma continuação de "Planeta Terra", que trazia imagens em altíssima definição quando TVs de LCD ou plasma custavam quase o mesmo que um carro popular.

"Vida" será apresentado em dez episódios - "Desafios da Vida", "Répteis e Anfíbios", "Mamíferos", "Peixes", "Aves", "Insetos", "Caçadores e Caçados", "Criaturas das Profundezas", "Reino das Plantas" e "Primatas" - e levou quatro anos para ser produzido. Dele fazem parte imagens como os macacos-prego quebrando as sementes de palmeiras com pedras em Roraima, hipopótamos disputando uma fêmea e um trio de guepardos atacando na África um avestruz que tem o dobro do tamanho deles.

A série também exibe, entre outras imagens, dragões de Komodo caçando búfalos aquáticos, um sapo rolando montanha abaixo para escapar de uma tarântula em Mont Roraima (Venezuela), uma corrida de acasalamento de baleias jubarte, peixes desovando em mar aberto e voando para fora d'água, lulas Humboldt caçando sardinhas à noite e estrelas-do-mar devorando a carcaça de um polvo.

Para realizar a série, a produção utilizou uma câmera "yogi", que permitiu seguir momentos como a migração de renas e elefantes, e um cabo especial, que possibilitou, entre outras imagens, que uma câmera acompanhasse uma revoada de borboletas no México.

Serviço

"Vida" - Pré-estreia domingo, às 21h, no Discovery Channel. Estreia dia 18, às 22h, no Discovery Channel e no Discovery HD Theater. A série, composta por dez episódios, irá ao ar todas as quintas-feiras, sempre às 22h, até 20 de maio.

Desenhistas homenageiam o cartunista Glauco na internet
O site Universo HQ está organizando em seu blog uma homenagem para o cartunista Glauco, morto nesta madrugada na Grande São Paulo. Vários cartunistas fizeram desenhos em despedida. Veja abaixo algumas das imagens

 

Caio

 

Revista Mad

 

Jussara Nunes

Nico

 

Fábio Rex

 

Mauricio Rett


Matt Damon fala de "Zona Verde", filme sobre o Iraque
NOVA YORK – Como outros atores de Hollywood, Matt Damon não tem se esquivado de manifestar suas posições políticas. Pouco antes da eleição presidencial passada nos EUA, ele causou polêmica quando, em entrevista à televisão, descreveu a ascensão política da republicana Sarah Palin como semelhante a "um filme realmente ruim da Disney".

Seu filme mais recente, "Zona Verde", é um thriller de ação ambientado no Iraque e dirigido pelo britânico Paul Greengrass, que também dirigiu os bem-sucedidos filmes de espionagem da série "Bourne". "Zona Verde" chega aos cinemas americanos e britânicos na sexta-feira.

Tendo em seu elenco também o ator Greg Kinnear, o filme é baseado em um relato feito desde os bastidores de como a administração Bush não conseguiu encontrar armas de destruição em massa e como administrou o Iraque após a invasão de 2003.

Damon falou à Reuters sobre o filme, sobre ficar nervoso ao ter que dar ordens a soldados na vida real, durante as filmagens, e sobre sua decepção com o envio de mais tropas norte-americanas ao Afeganistão.

Pergunta: Como foi para você atuar ao lado de soldados na vida real que participaram do filme com você?
Resposta: Representar um sujeito que está dando ordens para veteranos de guerra da vida real que acabaram de voltar do Iraque foi realmente assustador para mim, como ator. Foi estranho. Foram eles, os veteranos, que disseram: "Veja, você tem que fazer, e se não fizer o filme não vai funcionar. O que você nos mandar fazer a gente vai fazer. Sabemos como obedecer ordens."

No passado você já minimizou sua vida de astro do cinema, dizendo que é um cara humilde. Mas teve algum problema para se comunicar com esses sujeitos que tinham acabado de retornar da guerra?
São vidas e experiências muito, muito diferentes. Mas achei muito bacana e fascinante conversar com eles, foi realmente interessante. Entre eles havia uma gama enorme de visões políticas. Não é como se tivéssemos feito o filme com um grupo de democratas (opositores ao governo George W. Bush). Eram militares, então havia uma representação verdadeira da América, tanto política quanto geográfica. Havia sujeitos de todas as partes do país.

Então você não mencionou para eles as críticas que fez a Sarah Palin no passado?
Fiz aquele comentário isolado sobre Palin e foi tão divulgado! Isso realmente me surpreendeu. O comentário sobreviveu no YouTube.

Mas você conversou com os soldados sobre o que pensa do aumento de tropas no Afeganistão ordenado por Obama? Você se decepcionou?
Minha confiança em Obama ainda está presente. Mas fiquei muito decepcionado com a questão do Afeganistão. Em última análise, é o que eu digo no final do filme: que as razões pelas quais vamos à guerra têm importância. Então acho que isso não é uma coisa especialmente incendiária de se dizer, nem partidária. Acho que é uma coisa muito honesta de se dizer. E acredito nisso. Se vamos tomar uma decisão, então ela não deve ser tomada às pressas. Errar tão drasticamente em alguma coisa... Esse pessoal foi culpado de pensamento de grupo.

O que "Zona Verde" diz sobre o fato de não terem sido encontradas armas de destruição em massa e o efeito que as razões de irem à guerra teve sobre os soldados norte-americanos?
Espero que uma coisa pelo menos que esse filme faça é mostrar os soldados sob uma ótica muito positiva... porque o que vocês viram são os riscos inacreditáveis corridos por esses sujeitos devido ao fato de termos pedido a eles que fossem à guerra. Já que deveríamos perguntar as razões de ir à guerra, não deveríamos tê-los enviado para um lugar onde não havia armas de destruição em massa. Foi essa a razão dada para justificar a ida deles.

"Zona Verde" está sendo promovido como sendo muito semelhante a seus filmes "Bourne". Em que medida é diferente de "Bourne", já que boa parte da mesma equipe técnica estava trabalhando no set?
Bourne é uma espécie de super-herói. Já o cara de "Zona Verde", nós quisemos fazê-lo ser alguém muito humano. Para mostrar que essas coisas cobram um preço das pessoas, mostrar que quando alguém encosta uma arma na cabeça dele, ele fica com medo. Ele é uma pessoa real. Nesse sentido, o filme é diferente dos filmes "Bourne".

 


Judeus ortodoxos pedem que modelo Bar Rafaeli não se case com Di Caprio
Jerusalém, 12 mar (EFE).- O grupo Lehava, integrado por judeus ortodoxos, pediu esta semana à modelo israelense Bar Rafaeli que não se case com o ator americano Leonardo di Caprio, porque este não é de origem judaica e a união dos dois contribuiria para a extinção dos hebreus de 'puro sangue'.Segundo a edição de hoje do jornal "Ha'aretz", recentemente a modelo recebeu uma carta do colono ultraortodoxo Baruch Marcel, que, em nome do grupo Lehava, pede que ela não se case com o protagonista de "Titanic", para "não danar as gerações futuras" ao misturar seu sangue com o de um "gentio" (não judeu).

"Você não nasceu judia por acaso", diz Marcel na carta, na qual acrescenta: "Seu avô e sua avó não sonharam que um descendente tiraria futuras gerações da família do povo judeu".

O autor da carta assegura não ter nada contra Di Caprio nem duvida que ele seja "um ator com talento". Mas avisa que "a assimilação foi sempre um dos inimigos do povo hebreu" e faz um apelo para que a modelo pense com a razão e "olhe para frente e para trás, e não apenas para o presente".

Segundo o "Ha'aretz", o Lehava é uma organização que se dedica a "oferecer assistência" a mulheres judias que mantêm relações" com "não judeus" para evitar que casamentos sejam consumados, especialmente se aqueles forem árabes. EFE aca/sc